ANL apresenta “Laboratório de Serviço” um novo modelo para reforçar a resposta em saúde pública

A Associação Nacional dos Laboratórios Clínicos (ANL) apresentou, recentemente, o projeto “Laboratório de Serviço” ao Ministério da Saúde, bem como a outras entidades ligadas ao setor – Direção Geral de Saúde, à Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde e à Administração Central do Sistema de Saúde.

Trata-se de uma iniciativa transformadora com a qual a ANL propõe a criação de uma rede de laboratórios com funcionamento em horários alargados – incluindo noites e fins de semana – para garantir o acesso à realização de análises clínicas fora do horário de funcionamento regular, descongestionar as urgências hospitalares e reforçar a resiliência do sistema nacional de Saúde em situações de emergência.
Inspirado no modelo das farmácias de serviço, o projeto visa criar uma rede rotativa de laboratórios convencionados com gestão de escalas. Estes laboratórios estarão integrados no sistema “Exames Sem Papel” e articulados com os centros de saúde e hospitais do SNS, permitindo assim a realização de análises clínicas por utentes com prescrição, mesmo fora do horário habitual.

Segundo Nuno Castro Marques, Diretor-Geral da ANL, “o ‘Laboratório de Serviço’ representa uma solução prática, acessível e eficiente, sem necessidade de novos investimentos públicos em termos de infraestrutura. É um projeto de utilidade pública com potencial para transformar a resposta assistencial e de saúde pública em Portugal”.

O projeto assenta em três eixos de inovação ao serviço da saúde pública: acessibilidade e proximidade para os cidadãos, em que os laboratórios de serviço asseguram o acesso à realização de análises clínicas de forma cómoda e atempada, promovendo a equidade territorial e evitando deslocações desnecessárias a urgências que possam estar congestionadas; vigilância epidemiológica laboratorial contínua, dado que o novo modelo prevê a integração ativa dos laboratórios convencionados nos sistemas de vigilância, com reporte automático de doenças de declaração obrigatória (via SINAVE – Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica) e partilha de dados, em tempo real, com as autoridades de saúde; e resposta a emergências sanitárias, uma vez que o projeto estabelece protocolos de atuação em caso de surtos, epidemias ou pandemias, com capacidade de escalar rapidamente a triagem nacional segundo os planos previamente definidos e em linha com as recomendações do European Centre for Disease Prevention and Control (ECDC).

A proposta será testada num projeto-piloto, em área geográfica a definir com o Ministério da Saúde, que permitirá avaliar o impacto do modelo em indicadores como o número de análises realizadas fora do horário regular, a redução da afluência às urgências, a qualidade da vigilância epidemiológica e a prontidão da resposta a emergências.

“Em 2024, os laboratórios convencionados da ANL realizaram 101 milhões de atos, 54,7 milhões de atos para o SNS, demonstrando fiabilidade, capilaridade e competência técnica nos seus cerca de 3300 pontos de acesso distribuídos pelo território nacional. Este projeto aproveita essa infraestrutura existente e alarga o seu papel ao serviço da saúde pública”, reforça o responsável da ANL, Nuno Castro Marques.

A implementação do projeto está enquadrada num Memorando de Entendimento a celebrar entre a ANL e o Ministério da Saúde, que, segundo a ANL, visa formalizar os compromissos das partes e definir os mecanismos de cooperação, a revisão da tabela de atos convencionados e a integração de sistemas informáticos, culminando na prestação de um serviço mais rápido e eficaz a todos os cidadãos.

Sobre a Associação Nacional dos Laboratórios Clínicos (ANL)

A Associação Nacional de Laboratórios Clínicos (ANL) foi fundada em 2005 com a missão de representar todas as entidades do setor privado que desenvolvem atividades de análises clínicas/patologia clínica, bem como de investigação biológica ou farmacêutica. É uma associação de natureza empresarial e representa atualmente a maior fatia do setor em Portugal, tanto em volume de negócios como em dimensão das empresas associadas, abrangendo desde pequenas e médias empresas até aos maiores grupos laboratoriais do país. A ANL tem como objetivo central defender a estabilidade, a sobrevivência e o progresso do setor, promovendo a competitividade, a manutenção dos postos de trabalho e a excelência dos serviços que os laboratórios privados prestam à população. Mais informações em Associação Nacional dos Laboratórios Clínicos.

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