No âmbito do Dia Mundial da Saúde, sob o lema escolhido pela Organização Mundial da Saúde para este ano de “Together for Health. Stand with science”, a Federação Nacional dos Prestadores de Cuidados de Saúde (FNS) reafirma o seu compromisso com a promoção do acesso dos cidadãos a cuidados de saúde em tempo útil, com qualidade e em proximidade, sublinhando o papel determinante do setor convencionado no funcionamento do sistema de saúde português.
A FNS, através das suas associações setoriais, representa e acompanha os prestadores privados e convencionados com o Serviço Nacional de Saúde, designadamente nas áreas da radiologia, medicina nuclear, hemodiálise, análises clínicas, anatomia patológica e genética médica, cardiologia, medicina física e de reabilitação e, mais recentemente, gastrenterologia, através da constituição, no passado mês de março, da ANUG – Associação Nacional de Unidades de Gastrenterologia, que vem reforçar a abrangência e a capacidade representativa da Federação.
No seu conjunto, estes setores são responsáveis, anualmente, pela realização de mais de 150 milhões de atos para utentes do SNS, assegurando o atendimento de milhões de cidadãos em todo o território nacional. “Trata-se de uma rede de elevada capilaridade e proximidade, que permite a realização de meios complementares de diagnóstico e terapêutica e de cuidados especializados junto das populações, com rapidez, prontidão e elevados padrões de qualidade científica e técnica” afirma Nuno Castro Marques, Secretário-Geral da FNS.
Em áreas particularmente críticas do sistema, o contributo do setor convencionado assume natureza estrutural. Na imagiologia, com o contributo de cerca de 10 mil profissionais, são realizados aproximadamente 9,7 milhões de atos de diagnóstico e atendendo quase 7 milhões de utentes, dos quais quase 5 milhões na qualidade de beneficiários do SNS. No setor das análises clínicas e patologia clínica, são anualmente atendidos cerca de 14 milhões de utentes anualmente, metade dos quais enquanto beneficiários do SNS, e realizam mais de 101 milhões de atos, dos quais quase 55 milhões se reportam a utentes do SNS, numa rede convencionada com mais de 3.300 pontos de acesso em território nacional e mais de oito mil profissionais. Na área da hemodiálise, o setor privado convencionado acompanha, de forma continuada, cerca de 13 mil utentes hemodialisados, através de aproximadamente 101 unidades privadas convencionadas, envolvendo cerca de 5 mil profissionais e colaboradores, e assegurando uma resposta assistencial vital, regular e altamente especializada. Na medicina física e da reabilitação, o setor convencionado integra cerca de 282 unidades convencionadas, empregando cerca de 14 mil profissionais, e é responsável pela execução terapêutica de quase 1.2 milhões de requisições de utentes beneficiários do SNS ao longo do território nacional. E os os prestadores convencionados da área da cardiologia realizam cerca de 1.7 milhões de atos anualmente, respondendo a mais de 1.6 milhões de requisições de utentes do SNS, ao passo que os prestadores convencionados da área de gastrenterologia são responsáveis pela execução de mais de 1.7 milhões de exames, respondendo a mais de 640 mil requisições de utentes beneficiários do SNS.
Para Nuno Casto Marques “este conjunto de respostas constitui uma verdadeira rede complementar ao Serviço Nacional de Saúde, permitindo garantir que os utentes acedem aos cuidados de que necessitam dentro de prazos clinicamente adequados, muitas vezes evitando atrasos significativos, deslocações prolongadas e constrangimentos de acesso”.
Neste contexto, a FNS sublinha que celebrar a saúde é também reconhecer a importância de um sistema plural, assente na articulação entre diferentes respostas e na valorização da complementaridade como instrumento de eficiência, qualidade e garantia de acesso.
Celebrar a saúde é celebrar a prevenção, a proximidade, a qualidade assistencial e a capacidade de resposta em tempo útil. É reconhecer o trabalho diário de milhares de profissionais e entidades que asseguram, de forma muitas vezes discreta, o funcionamento efetivo do sistema de saúde.
A FNS reafirma, neste dia, o papel essencial do setor convencionado enquanto um dos esteios operacionais do sistema de saúde português, contribuindo decisivamente para a sustentabilidade do SNS e para a garantia do direito de acesso dos cidadãos aos cuidados de saúde.
A FNS continuará, como sempre, ao lado dos portugueses, das instituições de saúde e dos profissionais do setor, contribuindo para cuidar do presente e construir o futuro da saúde.